Dicas de segurança (Autor desconhecido) "Quem é sabe" rzrzrz

Manual MANUAL DO MOTOCICLISTA I – EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA
Os equipamentos de segurança do motociclistas são os que se seguem:- Capacete (aberto ou fechado);
- Calça de jeans ou couro;
- Jaqueta de jeans ou couro;
- Luvas (abertas ou fechadas);
- Bota para motociclista ou sapato fechado;
- Colete refletivo;
- Conjunto caneleira-joelheira;
- Cotoveleira.
II – CUIDADOS COM OS CAPACETES
1 - Inspecione o capacete antes de usá-lo. Inspecione se as peças estão fixadas corretamente. Se não estiverem, a função do capacete será prejudicada e a proteção necessária não será obtida.
2 - Use o capacete corretamente. Se o capacete for colocado muito para frente ou para trás, não irá oferecer a proteção necessária, podendo bloquear sua visão durante a condução da motocicleta ou ainda sair da cabeça em caso de acidente.
3 - Use um capacete de tamanho apropriado para sua cabeça. O uso de capacetes de tamanho inadequado é bastante desconfortável. Além disso, o capacete irá prejudicar sua visão durante a condução da motocicleta, deslocando-se para frente ou para trás, podendo ainda sair da cabeça em caso de acidente.
4 - Ajuste a cinta jugular do capacete corretamente. Se a cinta jugular Não estiver ajustada corretamente, o capacete não oferecerá a proteção necessária, podendo ainda sair da cabeça em caso de acidente.
5 - Não use capacetes que já tenham se envolvido em acidentes. A energia de um impacto é absorvida através da deformação das peças do capacete a fim de proteger a cabeça. Um capacete que tenha sofrido um impacto violento não irá oferecer a proteção necessária. Nunca use este tipo de capacete, mesmo se sua superfície não apresentar maiores danos.
6- Não use viseiras sujas ou defeituosas, sujeira ou os danos podem diminuir sua visão. Limpe a viseira antes de dirigir a motocicleta ou, em caso de danos, substitua-a por uma viseira nova original.
7- Manuseie o capacete cuidadosamente. Se o capacete for manuseado incorretamente, sendo jogado, ficando pendurado no espelho retrovisor etc., poderá ser danificado e não oferecerá a proteção necessária
8- Não dirija a motocicleta com o capacete fixado em seu suporte. O suporte do capacete deve ser usado somente quando a motocicleta estiver estacionada. Caso contrário, a condução da motocicleta será prejudicada. O capacete poderá ser danificado e não oferecerá a proteção necessária.
9- Seja bastante cuidadoso com as mudanças do tempo. Se a viseira ficar embaçada por causa da chuva ou de mudanças de temperatura, sua visão será prejudicada. Se esta condição puder ser antecipada, ajuste a abertura da viseira e dirija em baixa velocidade.
10- Não exponha o capacete a temperaturas superiores a 50º C.
ATENÇÃO:
* Não deixe o capacete no interior de veículos fechados, sob a incidência direta do sol ou próximo a aquecedores.
* Não seque o capacete com secadores de cabelo etc.
* Se o capacete for exposto a temperaturas superiores a 50ºC, poderá ficar deformado e seu material deteriorado. Se isto acontecer, a proteção necessária não será obtida.
* Um capacete que tenha sido utilizado por mais de 3 anos não pode oferecer a proteção necessária devido à sua deterioração, obsolescência etc., causadas pelos anos de uso.
* Não use o mesmo capacete com mais de 3 anos desde a sua data de fabricação.

III – MANUTENÇÃO DA MOTOCICLETA

- TÉCNICA DE MANUTENÇÃO DA MOTOCICLETA
GENERALIDADES
A motocicleta é o instrumento de trabalho do Motociclista. Sua importância reside no fato de que sem ela nosso trabalho é impossível de ser realizado. A mobilidade requerida, a rapidez e capacidade de permear através do fluxo, só é possível graças a motocicleta que utilizamos, desde que ela esteja bem manutenida.
A necessidade de zelar pela motocicleta, de conservá-la sempre nas melhores condições e tratá-la como se propriedade nossa fosse, é apenas um reflexo da extensão que a motocicleta se torna para o motociclista. A nossa disposição de trabalho não está perfeita se a motocicleta não está limpa, bem manutenida, lubrificada, abastecida, com os pneus bem calibrados, cabos e comandos funcionando perfeitamente, enfim em comunhão com o seu próprio preparo físico, emocional e profissional.
Torna-se necessário para que tudo isto seja realidade, que o motociclista conheça sua motocicleta e saiba com utilizá-la. O que pode exigir dela, quando pode exigir, porque exigir determinados padrões e o que fazer para que estes padrões se mantenham mesmo após muitos anos de uso.
Três coisas são importantíssimas e se fazem necessárias para que nossas motocicletas atinjam as metas previstas de disponibilidade:
1º - RESPONSABILIDADE
2º - PROFISSIONALISMO
3º - ENTENDER E PRATICAR A MANUTENÇÃO PREVENTIVA

1. CUIDADOS DIÁRIOS

- GALOPTRE - o motociclista deverá verificar diariamente, antes de dar a partida no motor, os seguintes itens:

GASOLINA - tanque cheio
ÁGUA DA BATERIA - todos os vasos com a água no nível.
LUZES - farol alto e baixo, pisca (direita e esquerda, dianteiro e traseiro), sinaleira, luz de freio.
OLEO - nível do óleo do motor (caixa - dependendo das condições de uso e da temperatura, convém verificar semanalmente
PNEUS –verificar a pressão dos pneus antes de iniciar o trabalho diário.
TENSÃO DA CORRENTE – a folga da corrente não pode ser maior nem menor que 2,5 cm. Maior do que isso a corrente “bate”, menos do que isso, faz muito ruído e desgasta prematuramente a relação.
REGULAGEM DOS ESPELHOS – regulado normalmente, é possível ao motociclista ver a parte de fora dos seus ombros refletidos nos espelhos.

2. LAVAGEM E LUBRIFICAÇÃO

2. LAVAGEM
Será feita com a motocicleta com o motor frio. Devemos evitar a incidência direta do jato d’água sobre o cubo das rodas, o freio a disco e o radiador. Preferencialmente a lavagem será feita com mangueira da baixa pressão. A lavagem ideal para motocicleta é aquela realizada com água quente, que retira toda a graxa e óleo que aderem aos pára-lamas e demais partes da motocicleta, porém exige muito cuidado para não remover tinta e não danificar radiadores, balacas e pastilhas de freio ou partes elétricas. Na falta desta, poderemos usar querosene e um pincel com o mesmo sucesso.
Cada motociclista deverá acompanhar a lavagem de sua motocicleta e prevenir para que não sejam utilizados abrasivos tais como “METACIL” e outros sabões ditos “fortes” que são produtos a base de soda caustica que corroem as peças das motocicletas, sucateando-as em um curto espaço de tempo.
A lavagem será feita com água e sabão neutro, podendo ser usado querosene misturado na água o que ajuda na limpeza e abre brilho.
Após a lavagem, a motocicleta deverá ser deslocada para a sombra e secada com o auxílio de um compressor de ar, para então ser recolhida à garagem.

3. REAPERTOS

Conforme a carta de manutenção constante do manual do proprietário da motocicleta.
- Todos os parafusos da motocicleta deverão ser reapertados nas revisões periódicas que se executar na motocicleta, na freqüência indicada pelo manual do proprietário.
- Após deslocamentos em estradas não pavimentadas ou de pavimento precário ou danificado e ainda após grandes deslocamentos em alta velocidade, a moto deverá ser examinada e reapertada de acordo com as necessidades.
4. REGULAGENS
Conforme Carta de Manutenção
- Corrente: convém ser examinada semanalmente, no mínimo.
- Embreagem e freios: idem. Nas motociclietas de freio hidráulico, examinar constantemente o nível do líquido de freio e substituir a cada 10.000 km.
5. MANUTENÇÃO E REGULAGENS DE CABOS E FLEXÍVEIS
Lubrificar com óleo lubrificante, a cada 5.000 Km, o cabo da embreagem e do acelerador. Manete do freio e manete da embreagem, quando necessário.
OBS: o óleo recomendado para corrente e cabos, deve ser o 90 SAE, preferencialmente aditivado com grafite (que pode ser comprado em ferragens – 100 ml de óleo para um tubo de pequeno de grafite).
A regulagem do freio ou embreagem deverá, em princípio ser executada pelos mecânicos da oficina autorizada, podendo ser executada pelo detentor da motocicleta em casos de emergência, mas após o retorno à empresa, deveremos procurar o mecânico que verificará a correção da operação executada.
6. REGULAGEM DA FOLGA DA CORRENTE
Conforme carta de manutenção, será executada a cada 1.000 Km.
7. RECOMPLETAMENTO E TROCA DO OLEO DO MOTOR E DA CAIXA
Conforme carta de manutenção, será examinado diariamente antes de darmos partida ao motor. Será trocado ao completar os primeiro 1000 Km e após isso de acordo com a carta de manutenção constante do Manual do Proprietário.
8. EXAME, LIMPEZA E REGULAGEM DE VELAS
Serão inspecionadas a cada 5.000 km e substituídas a cada 10.000 km.
As velas devem ser apertadas com torquímetro até 22 libras, no caso de não dispor de torquímetro, aperte a vela manualmente até o final, feito isto, usando a chave de velas, aperte mais ¼ de volta
9. EXAME DO FILTRO DE COMBUSTÍVEL
Examine a válvula de combustível e as linhas de abastecimento a cada 500 km, procurando possíveis vazamentos.
O filtro de combustível, localizado dentro do tanque (na parte superior da válvula de combustível) deverá ser inspecionado a cada 5000 km.
10. EXAME DO FILTRO DE ÓLEO
Será trocado nos primeiros 1000 km, e após a cada 1500 km (ou conforme determinar o manual do proprietário).
11. EXAME E REGULAGEM DO SISTEMA ELÉTRICO DA IGNIÇÃO
A cada 5.000 Km devem ser examinadas as velas, o que assegura um bom funcionamento do sistema.
12. EXAME E RECOMPLETAMENTO DO OLEO DOS SISTEMAS HIDRÁULICOS
Deverá ser inspecionado a cada 1000 Km e substituído a cada 10.000 Km ou um ano (o que ocorrer primeiro). Assim também deveremos proceder com os componentes da suspensão a ar. O mesmo tratamento será dispensado aos amortecedores traseiros.
O óleo dos telescópios deverá ser substituído a cada 10.000 Km.
13. EXAME E RECOMPLETAMENTO DO LÍQUIDO DE FREIO
O nível do líquido de freio e o suas condições, serão examinados ao completar os primeiros 1000 e substituídos nos 10.000 Km ou um ano (o que ocorrer primeiro).
14. PNEUS
Inspecionar sempre antes de usar a motocicleta e a cada 1000 Km para checar possíveis danos ou desgaste normal (anormal)
IV – CUIDADOS COM O EQUIPAMENTO
Todo o equipamento do motociclista deverá ser alvo de uma manutenção periódica, assim temos que:
* após o uso do abrigo de chuva, deveremos lavá-lo em água corrente e colocá-lo para secar. Após isso, dobrar e guardar em lugar seco e ventilado;
* O capacete deverá ser limpo com cera, sempre que seu estado esteja em más condições de apresentação. Uma boa encerada, tanto no casco como na viseira, prolonga a vida útil do capacete e mantém a visibilidade em condições.
* A roupa de couro (calça, jaqueta e luvas devem ser manutenidas com uma leve camada de vaselina líquida. Qualquer outro produto pode danificar seu material de couro. Para as botas, use sempre graxa para sapato e nada mais.
V – O CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), contempla-nos com vários artigos a respeito da condução da motocicleta. Vejamos os mais interessantes:
Art 54 – Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias:
I – utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores;
II – segurando o guidom com as duas mãos;
III –usando vestuário de proteção, de acordo com as especificações do CONTRAN.
Art 55 – Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser transportados:
I – utilizando capacete de segurança;
II – em carro lateral acoplado aos veículos ou em assento suplementar atrás do condutor
III – usando vestuário de proteção de acordo com as especificações do CONTRAN.
Art 244 – Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor:
I – sem usar capacete de segurança com viseira ou óculos de proteção e vestuário de acordo com as normas e especificações aprovadas pelo CONTRAN;
II – transportando passageiro sem o capacete de segurança, na forma estabelecida no inciso anterior, ou fora do assento suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral;
III – fazendo malabarismo ou equilibrando-se em apenas eu uma roda;
IV – com os faróis apagados;
V – Transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar se sua própria segurança.
Infração: GRAVÍSSIMA
Penalidade: multa e suspensão do direito de dirigir;
Medida Administrativa: Recolhimento do Documento de Habilitação.
VI – rebocando outro veículo;
VII – sem segurar o guidom com ambas as mãos, alvo eventualmente para indicação de manobras.
VIII – transportando cargas incompatíveis com as suas especificações:
- Infração MÉDIA
- Penalidade: MULTA
RES Nº 13 / 1998 – Dispõe sobre documentos de porte obrigatório e dá outras providências.
NBR 7471 (ABNT – 29-09-2000) – Dispõe sobre as características dos capacetes a serem utilizados pelos condutores de motocicleta.
VI – O MOTOCICLISTA DEFENSIVO
1) MOTOCICLISTA DEFENSIVO: é aquele que dirige de modo a evitar acidentes, sem infrações de trânsito, sem atraso de horário e sem faltar com cortesia devida, apesar das ações incorretas dos outros e as condições adversas.
2) DIREÇÃO DEFENSIVA
Dirigir defensivamente,significa realizar uma viagem de um ponto a outro sem cometer falhas, ou seja, sem acidentes. Significa mudar o modo de dirigir para uma maneira mais humana e mais comprometida com a segurança e o cumprimento do previsto no CTB. Significa dirigir com perfeição, isto é: sem cometer acidentes, sem infrações de trânsito, sem atraso de horário, e sem faltar com cortesia devida.
2) – ELEMENTOS DA DIREÇÃO DEFENSIVA
Muitas vezes o motociclista pratica direção defensiva, sem que perceba. Não importa onde a pratica e se a chama por esse nome ou não. O que importa, na verdade, é que a direção defensiva necessária para evitar acidentes, requer os seguintes elementos:
Conhecimento – Atenção – Previsão – Decisão – Habilidade
a – Conhecimento
Dirigir com segurança requer uma boa dose de informação de fatos concretos. Esse conhecimento inclui o pronto reconhecimento de riscos e a maneira de defender-se contra eles.
O Código de trânsito vigente fornece muitas informações que o motociclista deve receber. Além do código, existem livros e revistas especializadas. A experiência é também uma grande fonte de conhecimento.
Finalmente, as autoridades de trânsito estão certas de que o conhecimento deve ser adquirido por meios de treinamentos programados.
b – Atenção
Nenhuma forma de transporte exige maior atenção do que o condutor de um veículo automotor. Um maquinista de trem conta com seus auxiliares. O avião comercial tem controles duplos, sendo um para o co-piloto. Além disso, o piloto recebe ajuda de complexas instalações em terra. O Comandante do navio, por sua vez, é auxiliado por uma tripulação experiente e instrumentos de navegação. Já o condutor de um veículo automotor, sem essas facilidades, tem que manter-se em estado de alerta durante cada segundo em que se encontra ao volante, consciente de que está sempre correndo risco de um possível acidente.
c– Previsão
A previsão, que pode ser exercida sobre um raio de ação próximo ou distante, é a habilidade de prever eventualidades no trânsito e preparar-se para elas. A direção defensiva exige tanto a prevenção a curto prazo como a longo prazo.
O motociclista que revisa sua motocicleta, antes de iniciar uma viagem, está fazendo uma previsão a longo prazo, enquanto que aquele que prevê complicações num cruzamento, uns metros a frente, esta fazendo uma previsão a curto prazo.
d – Decisão
Uma boa decisão implica o reconhecimento das alternativas que se apresentem em qualquer situação de trânsito, bem como a habilidade de fazer uma escolha correta, a tempo de evitar um acidente.
e – Habilidade
Esse requisito diz respeito ao manuseio dos controles da motocicleta e a execução, com bastante perícia e sucesso, de qualquer uma das manobras básicas de trânsito, tais como fazer curvas, ultrapassagens, mudanças de velocidade, frenagens e estacionamento.
A habilidade do motociclista se desenvolve por meio de aprendizado: deve-se treinar a execução das manobras de modo correto e depois executá-las repetidamente até se obter êxito e confiança.
1.2 – ACIDENTE
Na prática da Direção Defensiva, temos dois tipos de acidentes: o EVITÁVEL e o NÃO EVITÁVEL. Se ele é evitável, certamente o será por aquele condutor que possui os conhecimentos necessários de Direção Defensiva para evitar qualquer tipo de atropelo na condução de seu veículo.
Se ele é NÃO EVITÁVEL, não há nada que possamos fazer, pois apesar de nossos conhecimentos, seremos vítimas em maior ou menor grau.
Em Direção Defensiva, não nos interessa saber QUEM É O CULPADO? A única coisa que interessa é saber quem poderia ter evitado o acidente. A CULPA é um caso a ser resolvido perante a justiça. As vidas ceifadas em um acidente não retornam apenas porque temos um CULPADO.
EM RESUMO: Direção Defensiva é dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas do outros e das condições adversas.
1.3 – CONDIÇÕES ADVERSAS
Conhecemos 7 condições adversas na condução de uma motocicleta:
- Luz
- Tempo
- Trânsito
- Estrada
- Veículo
- Motorista
- Carona
a) CONDIÇÃO ADVERSA LUZ - temos dois casos a considerar:
*a incidência dos raios solares nos olhos dos condutores, o que ocorre nas primeiras horas da manha e durante o por do sol;
* a incidência da luz dos faróis altos nos olhos dos condutores, tanto de forma direta, como através dos retrovisores.
SOLUÇÃO: diminuir a velocidade; olhar para a linha de bordo da pista; evitar de olhar diretamente para o foco de luz; utilizar óculos de sombra.
b) CONDIÇÃO ADVERESA TEMPO – temos cinco casos a considerar:
- Chuva – mesmo para veículos grandes, a chuva pode comprometer a viagem. O bom motociclista deve parar a moto e enquanto coloca seu abrigo, a chuva lava a pista e permite um melhora nas condições de segurança. Lembrar que sob chuva a velocidade deve diminuir e a distância de parada aumenta consideravelmente.
- Vento – o vento pode tirar a motocicleta da pista. Quando ele for muito intenso, a solução é parar a motocicleta.
- Granizo – nem mesmo os carros prosseguem com chuva de granizo. Devemos parar a motocicleta e procurar abrigo até passar a chuva de granizo.
- Neve – a neve quando em grande quantidade nos dá a mesma sensação de andar no barro. O perigo é quando depois de derreter um pouco, o vento a solidifica, transformando-a em gelo, o que causa sérias derrapagens.
- Neblina – nos dificulta grandemente a visão. Como a motocicleta não tem porte para ser vista em condições normais, durante a neblina isso fica muito pior. A solução é reduzir muito a velocidade e se necessário parar a motocicleta.
c) CONDIÇÃO ADVERSA TRÂNSITO – podemos ter o trânsito fácil ou congestionado.
- Trânsito fácil – como num domingo de manhã. As ruas estão vazias, tudo anda bem, não há congestionamentos. Devemos ter cuidado para não relaxar com a aparente calma que pode fazer com que subestimemos a situação o que pode levar a um acidente.
- Trânsito congestionado – como nos horários de pique da cidade, quando aumenta o deslocamento no sentido bairro-centro ou centro-bairro. Exige cuidado redobrado em relação com quem está no nosso lado, à nossa retaguarda e à nossa frente. É importante manter a distância de segmento e evitar que andem colado na nossa retaguarda.
- Velocidade Exigida – sempre que há uma velocidade máxima estipulada para a via, ela compreende uma velocidade mínima que é a metade de máxima. Assim como o excesso de velocidade é uma infração, assim também é considerado o deslocamento abaixo da velocidade mínima prevista para a via.
- Redobrar cuidados nas festas de Natal, Ano Novo, Carnaval e nos Feriadões.
d) CONDIÇÃO ADVERSA ESTRADA – devemos considerar os seguintes aspectos:
- Curvas – elas podem nos tirar a visão sobre o contra-fluxo, o que acarretará uma possível colisão frontal;
- Largura da Pista – elas dificultas as manobras de ultrapassagem ou mesmo impedem. A existência ou não de acostamento, pode piorar a situação, principalmente em caso de pane.
- Acostamento – muito cuidado ao utilizar o acostamento. É nele que se depositam todos os resíduos da pista, tais como cacos de vidro, pregos, pedaços de madeira, parafusos, porcas e todo o tipo de material que pode furar o pneu e provocar acidentes. Reduza antes de ingressar no acostamento.
- Estradas marginadas com árvores – a sombra das árvores distorcem nossa visão e podem encobrir buracos e outras armadilhas para quem pilota motocicleta. Diminuir a velocidade e pilotar com um olho na linha de bordo é aconselhável.
- Tipo de pavimentação – quanto melhor a pavimentação, melhor a condução e a segurança. Muito cuidado nos dias de chuva quando o asfalto for muito “lisinho”. Devemos estar atentos para trechos em que ocorram congelamentos na pista.
- Barro – no barro, devemos deslocar devagar, usando preferencialmente a 2ª marcha, sem forçar o guidão da motocicleta, o que pode nos jogar no chão. Motos com pára-lamas muito próximos da roda tendem a acumular barro entre o pára-lama e a roda e a trancar a roda.
- Elevações – elas tiram a visibilidade sobre tudo o que ocorre no outro lado. Normalmente a primeira faixa amarela a esquerda é contínua, quando estamos em uma elevação. Evite ultrapassar, aguarde para ter uma visão completa e segura do que está a sua frente.
- Desníveis – muito comuns nos acostamentos e nas estradas em obras ou em construção, podem causar queda da motocicleta. Procure abordar as elevações em diagonal, nunca em ângulo de 90 graus.
- Trechos escorregadios – sempre estão demarcados com placas, entretanto, nos dias de chuva, observe a água que corre sobre a pista. Ela torna o trecho escorregadio e pode provocar hidroplanagem. Diminua a velocidade quando trafegar na chuva.
- Lombada – seja ela de causa natural, ou construída como obstáculo, é sempre um perigo a ser enfrentado pelo motociclista, que deve reduzir a marcha e abordar o obstáculo no máximo em 2ª marcha. Suspender o corpo sobre as pernas, levantando do banco por cerca de 15 cm, ajuda a amortecer o impacto e melhora o controle da motocicleta.
e) CONDIÇÃO ADVERSA VEÍCULO – podem ser causadas pelos seguintes fatores:
- Pneus Gastos – provocam derrapagens por não mais aderirem ao leito da via. Dificultam a dirigibilidade e prolongam a distancia de frenagem e distância de parada total, além de furar mais facilmente, o que novamente provocará queda da motocicleta.
- Freios desregulados – dificultam a frenagem e podem provocar acidentes.
- Lâmpadas queimadas – retiram a condição de visibilidade necessária à motocicleta realizar seu deslocamento de maneira segura conforme previsto no CTB;
- Falta de buzina – a motocicleta é o único veículo que tem por obrigação ao seu condutor, usar a buzina para indicar “estou aqui”.

- Espelho retrovisor deficiente – impede que o piloto tenha uma visão correta do que está acontecendo ao seu redor e à sua retaguarda. Atenta contra a segurança do motociclista e dos demais usuários da via.
- Suspensão – a suspensão da motocicleta é parte integrante do seu sistema de segurança. O não funcionamento ou funcionamento incorreto da suspensão dianteira ou traseira, pode causar acidentes ou sustos muito fortes no condutor e em seu passageiro.

- Transmissão – compreendendo coroa, corrente e pinhão – tem um tempo de vida útil e requer manutenção. Lavar com querosene e lubrificar semanalmente, nos garante a longevidade do conjunto. Uma corrente que arrebente e se enrole dentro do habitáculo do pinhão pode quebrar a carcaça da caixa de marchas. A regulagem da corrente tem um limite, passado o limite, a motocicleta não funcionará corretamente e sua segurança não será aquela prevista no manual.

- Raios, aros, cubos e raios – o máximo de cuidado para não sofrer acidente por causa de peça danificada ou que não tenha passado por um controle de qualidade que preserve sua vida.


f) CONDIÇÃO ADVERSA CONDUTOR – podem ser Físicas e Mentais.

- Físicas – são elas: a Fadiga, o Estado Alcoólico, o Sono, a Visão deficiente, a Audição deficiente e as Perturbações Físicas (braço quebrado, joelho fraturado e outros), que impeçam a boa condução da motocicleta e comprometam a segurança e integridade do condutor.

- Mentais – são os Estados Emocionais causados por morte, doença ou qualquer outro infortúnio envolvendo amigos ou parentes; podem ser ainda Preocupações ou Medos que o motociclista apresente em um determinado momento e que não o capacitem para um condução segura.


g) CONDIÇÃO ADVERSA CARONA – quando temos que levar um carona pouco afeito a andar de moto que provoca o efeito pendulo, dobrando-se ou se jogando para o lado contrario da curva, tentando “compensar” o efeito causado pela força centrífuga. A curiosidade, somada ao fato de algumas pessoas sentarem-se em desalinho no banco, podem provocar quedas. A falta de habilidade do carona e a sua imperícia ao ser transportado na motocicleta, exigem do motociclista um esforço muito grande para evitar o acidente.


2. MÉTODO BÁSICO PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES:

Para evitar o acidente , estaremos sempre realizando o IPDE. Em que consiste esse IPDE, é o que veremos a seguir:

I – Identificar o problema – o motociclista consegue ver cerca de cinco carros à sua frente, o que lhe garante maior tempo de reação;
P – Prevenir o perigo – Com esta antecipação em relação a uma possível situação de risco, o motociclista pode iniciar a reagir mais cedo e evitar o acidente.
D – Decidir o que fazer – uma vez decidido o que fazer, o motociclista defensivo parte para a execução. Decidir e não realizar é o mesmo que não decidir
E – Executar – é a execução daquilo que foi decidido acima.


3. COLISÃO DE VEÍCULOS

Podem ser de várias formas.

a) Colisão com o veículo da frente – normalmente ocorre pela não observância da distância de segmento (51 – 52).

b)Colisão com o veículo de trás – ocorre quando o veículo de trás não obedece a distância de segmento e nós não observamos o princípio da cortesia, deixando de facilitar a ultrapassagem do veículo que está à nossa retaguarda.

c)Colisão frente a frente – ocorrem quando invadimos a pista contrária. Isso ocorre em curvas com visibilidade dificultada, quando não conseguimos vencer a força centrífuga ou mesmo pela ação do vento.

d) Colisão com o veículo que cruza – haverá um abalroamento, uma colisão na lateral do veículo, com a motocicleta batendo com a roda dianteira na lateral do veículo ou então com o veículo batendo na lateral da motocicleta. As conversões esquerda são as mais propícias a este tipo de acidente. A agilidade da motocicleta e seu pequeno tamanho, permitem que ela faça 3 conversões à direita em vez de uma à esquerda, sem perda de tempo e com muito mais segurança.

e) Colisão em ultrapassagens – acontecem os conhecidos “fininhos”, raspões de lataria e manetes ou guidãos que podem causar a queda da motocicleta e ferimentos em seu condutor e carona.

f) Colisão misteriosa – é aquela em que apenas um veículo é envolvido. Tem como causa uma das condições adversas estudadas anteriormente.


4. COMO EVITAR COLISÃO

EVITANDO COLISÃO COM O VEÍCULO DA FRENTE
- Mantenha a Distância de Segmento. Tenha sempre em mente o espaço necessário para parar o seu veículo, isto é, a distância a percorrer na Distância de Reação mais a Distância de Parada.

DICAS
- Fique alerta a tudo o que está acontecendo na via. Domine a situação, não se deixe surpreender. Mantenha a distância de segmento e comece a parar mais cedo.


5. EVITAR COLISÃO COM O VEÍCULO DE TRÁS

- Observe a manutenção da Distância de segmento pelo veículo da sua retaguarda, caso ele insista em aproximar-se, incentive a ultrapassagem, diminua a velocidade e se for possível e necessário, saia para o acostamento. Lembre-se que alguns veículos podem ter dificuldades de manobra e você pode estar se colocando em risco de vida se permanecer na sua frente.


DICAS
- Saiba o que fazer (planeje o seu deslocamento). Sinalize suas intenções usando o indicador de direção (pisca). Avise que vai travar (belisque no freio). Pare suave e gradativamente. Não permita que o sigam colado na sua traseira, aplique o princípio da cortesia devida.

6. EVITAR COLISÃO FRENTE A FRENTE

a) NA VIA RETA: evite ultrapassar com pouca visibilidade. Em caso de dúvidas, o motociclista defensivo decide e executa primeiro.

b) NAS CURVAS: a Força centrífuga nas curvas à direita, empurra a motocicleta para pista contraria (contra-mão). Nas curvas à esquerda, projeta a motocicleta para o acostamento.

c) NOS CRUZAMENTOS: as conversões à esquerda são as piores situações vivenciadas pelo motociclistas. Elas podem ser evitadas com 3 conversões à direita.

d) SÃO AINDA CAUSAS DE ACIDENTES: a falta de visibilidade causada pela velocidade desenvolvida pela motocicleta ou pelo próprio capacete fechado.
Desconhecer a regra maior que diz que motocicleta não tem preferência! Ou então deixar de trocar a preferência pela segurança, outra regra básica de quem pilota motocicleta. Para finalizar, devemos estar atentos para manobras inesperadas realizadas por motoristas sentados ao volante de seus veículos.
Qualquer que seja a via, o condutor defensivo deverá reduzir a velocidade ao se aproximar de um cruzamento e observa atentamente antes da travessia, pois a motocicleta sempre sofrerá as piores conseqüências em caso de acidente.
O trânsito de pedestres, devido a impresivibilidade dos mesmos, deve ser encarado com muita atenção, pois os pedestres podem causar acidentes sérios aos motociclistas e vice-versa.


7. COMO ULTRAPASSAR COM SEGURANÇA


a) Mantenha distância de segurança do veículo a ser ultrapassado:

b) Procure “Espiar”, chegando para o centro da pista, junto a linha divisória;

c) Identifique a distância que se encontra o veículo que vem em sentido contrário;

d) Observe o veículo que vem atrás, se o mesmo já não iniciou manobra de ultrapassagem;

e) Sinalize suas intenções, dando sinal de luz ou buzinando para o veículo que vai ser ultrapassado;

f) Ligue o indicador de direção para avisar que vai mudar de pista;

g) Mude de faixa acelerando;

h) Quando o farol esquerdo do veículo ultrapassado aparecer no seu retrovisor direito, você pode iniciar a manobra de retorno;

i) Sinalize para voltar à faixa da direita; e

j) Retorne à velocidade normal.

DICAS

Se identificar as características do veículo em sentido contrário, NÃO INICIE A ULTRAPASSAGEM.
Se, à noite, identificar dois faróis do veículo em sentido contrário, NÃO INICIE A ULTRAPASSAGEM


8. COMO SER ULTRAPASSADO

a) Mantenha a direita;

b) Domine a situação. Esteja atento ao que ocorre à sua retaguarda e no fluxo contrário;

c) Sinalize condição de ultrapassagem;

d) Reduza a marcha.


O que diz o CTB:

Art 29 – o trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
I - ....
II – O condutor deverá guardar distância de segurança lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a velocidade e as condições do local, , da circulação, do veículo e as condições climáticas.
.................................................

XI – todo condutor ao efetuar a ultrapassagem deverá:
a)...
b) afastar-se do usuário ou usuários aos quais ultrapassa, de tal forma que deixe livre uma distância lateral de segurança;
.................................................

XII - ........
§ 1º - ......
§ 2º - Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

9. EVITANDO A COLISÃO MISTERIOSA

2) Devemos presta atenção nas condições da PISTA
Curvas
Lombadas
Buracos
Poças d’água
Ondulações
Desníveis
Depressões
Areia
Óleo na pista

2) e nas CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Chuva
Geada
Neblina
Neve
Granizo
Vendaval


VII – DICAS ÚTEIS PARA O MOTOCICLISTA

A motocicleta deve seguir todas as leis de trânsito como os demais, porém, devido às características do veículo, o condutor deve ter atenção redobrada para evitar acidentes. Transitar com uma motocicleta expõe o condutor diretamente à ação do tempo e às conseqüências do movimento nas vias (chuva, óleo, poeira, ventos, fumaça, etc.). Esta exposição provoca um desgaste muito grande (queda de concentração), exigindo que o condutor periodicamente pare para descansar. A seguir, teremos outras “Dicas de Pilotagem” para se realizar uma condução tranqüila e segura:

1) Mantenha as luzes acesas, mesmo durante o dia;

2) Nunca ultrapasse pela direita;

3) Faça-se notar (luz, buzina, gestos), dê sinais de suas intenções;

4) Dirija com velocidade moderada entre veículos parados;

5) Mantenha distância segura dos veículos a sua frente;

6) Observe o trânsito mais adiante para que dê tempo de reações em caso de perigo (acidentes, quebras, desvios, etc.);

7) Use capacete mesmo para pequenos deslocamentos;

8) Use roupas de cores chamativas;

9) Use luvas de couro e, se possível protetores (joelheiras, blusões e botas de couro);

10) Trafegue sempre do centro à direita da sua faixa de rolamento, permitindo a ultrapassagem de outros veículos;

11) Fique atento aos defeitos da pista (buracos, desníveis, lombadas, consertos da pista, etc.);

12) Não trafegue nos ângulos mortos dos veículos procure ver o condutor pelos espelhos retrovisores dele, assim saberá que ele também o está vendo;

13) Ao ultrapassar ônibus em paradas para embarque e desembarque de passageiros, certifique-se de que ninguém vai cortar seu caminho saindo da frente do ônibus. guarde distância. Trafegue pelo centro da rua afaste-se dos coletivos;

14) Cuidado com a bola que vem rolando pela rua. Atrás da bola sempre vem uma criança;15) Carros estacionados no meio-fio tendem a arrancar, principalmente se houver alguém sentado à direção. Guarde distância. se possível trafegue pelo meio da rua;

16) Ajuste e afivele a jugular do capacete firmemente. Capacete solto, pode ser projetado para fora de sua cabeça no instante da freada e dar lugar a um traumatismo craniano no momento do acidente;

17) Cuidados na chuva: pare a moto. Coloque o abrigo de chuva (enquanto isso a chuva lava a pista e retira aquela pasta de areia+água+ leo que pode fazer você derrapar e cair. Reinicie o deslocamento diminuindo a velocidade e lembrando que a distancia de parada total irá aumentar;

18) Use luvas. elas evitam que suas mãos escorreguem do guidom e protegem sua integridade física se por acaso você se envolver em um acidente;

19) Roupa protetora: a roupa adequada para andar de moto é feita de couro ou jeans. tecidos resistentes e coloridos. O uso de capacetes de cores vivas e sapatos fechados complementam os equipamentos de proteção do motociclista e do carona;

20) Óleo diesel na pista = queda !!! Tenha cuidado! De manhã cedo observe as saídas de garagens de ônibus e caminhões, onde sempre existe óleo no chão. Junto as paradas de ônibus, nos horários de pique, esteja atento ao diesel derramado. Nos dias de chuva esteja alerta ao ver as cores do arco-íris sobre a pista de rolamento! Isso é diesel;

21) Andando por ruas ou estradas, observe a existência de óleo, areia ou água corrente nas curvas do caminho. Qualquer uma destas circunstancias podem resultar em acidente para o motociclista, com graves conseqüências;


22) Conversão à esquerda. é a pior situação para a motocicleta. Por sua rapidez e maneabilidade, a motocicleta oferece maior segurança se fizermos 3 conversões a direita;

23) Postura: boa postura na condução da motocicleta assegura uma melhor estabilidade, menor esforço nas manobras e melhor disposição do peso entre as duas rodas, assegurando melhor frenagem;

24) Reduza a velocidade antes de entrar nas curvas, usando a caixa de marchas e o sistema de freio da motocicleta;

25) Freio dianteiro: lembre-se em pequenas manobras e dentro das curvas, jamais use o freio dianteiro. Ele poderá fazer você cair;

26) 70% freio dianteiro e 30% traseiro. Esta é a proporção correta de aplicação dos freios na motocicleta;

27) Quando você “lacra” o freio, você trava a roda, tira a estabilidade dinâmica da motocicleta e cria condições para a queda da motocicleta;

28) Uso do apoio lateral: cuidado com os dias de calor (o asfalto pode derreter e a moto cair); não deixe a moto no apoio lateral com a roda dianteira voltada para a descida de uma ladeira, a moto pode andar para frente e cair .Cuidado com terreno arenoso ou gramado ou ainda no barro. O apoio lateral afunda e a moto cai;

29) Nos casos de dúvida: ceda a preferência;

30) Entre a rapidez e a segurança, prefira sempre a segurança;

31) Derrapagem programada. Ela pode salvar a sua vida.;

32) Solte a moto somente depois da queda. Não tente se jogar da moto antes do acidente, pode ser pior;

33) Em pistas rápidas, onde os veículos trafegam acima da velocidade permitida, mantenha-se na faixa da direita e com segurança e facilite as ultrapassagens. Neste caso, tente não pilotar em velocidade baixa, mantenha o máximo indicado na via ou compatível com a sua segurança, respeitando sempre a sinalização;

34) Mantenha o farol baixo sempre ligado, mesmo de dia, mas bem regulado para não atrapalhar a visão dos outros veículos. Como a motocicleta é um veículo pequeno, isso ajudará os outros veículos a notarem sua presença no trânsito, aumentando sua segurança;

35) Quando o trânsito estiver parado, preste atenção nos pedestres que atravessam a pista fora da faixa de segurança;

36) Em congestionamentos é essencial para sua segurança manter a prudência e velocidade baixa, trafegando no máximo a 20 km/h, pois com essa velocidade é possível ter reflexos mais rápidos para quaisquer imprevistos que possam surgir;

37) No trânsito carregado redobre a atenção e diminua a velocidade, pois os automóveis podem mudar de faixa sem prévia sinalização;

38) A confiança pode levar a um acidente. Nunca deixe de estar atento ao pilotar sua motocicleta até chegar ao seu destino, mantendo sua postura e memorizando o trajeto a seguir;

39) Sempre permaneça em local visível aos motoristas. Trafegar do lado esquerdo mantendo distância do automóvel a sua frente é o ideal;

40) Mantenha distância e, se possível, evite pilotar atrás de veículos altos, tais como furgões, ônibus e caminhões que não permitem ver o que acontece à frente dele;

41) Nunca se envolva em discussões de trânsito;

42) O capacete é um equipamento obrigatório, necessário e muito importante para sua segurança. Prefira sempre os de cores claras e nunca deixe de prender a jugular, mantendo-a ajustada ao seu corpo. No caso de capacete aberto, use sempre óculos de proteção;

43) A motocicleta sempre deve estar em boas condições para trafegar, para sua própria segurança: parte elétrica, mecânica e pneus sempre em ordem. Faça uma inspeção periodicamente toda vez que for sair com a motocicleta.

VIII – POSTURA CORRETA

Detalhes da postura para pilotagem:

CABEÇA: Em posição vertical. A cabeça deve estar levemente levantada, pois dirigir com a cabeça abaixada diminui a visibilidade do motorista.

OS OLHOS: não devem ser fixados num único ponto. Isso impediria você de ver obstáculos que pode aparecer e que poderiam exigir uma decisão rápida e talvez um acionamento de freios “é preciso ver tudo que acontece ao seu redor”.

OMBROS: devem permanecer relaxados.

BRAÇOS: devem ficar relaxados com os cotovelos levemente para dentro, Seus braços terão movimentos livres e você não terá problemas ao pilotar, do contrario, seus braços ficam tensos encolhidos, isso fará com que suas mãos também fiquem.

MÃOS: punhos abaixados em relação à mão. Mãos centralizadas em relação à manopla.
Braços e mãos tencionados dificultam o acionamento dos ombros isso impede uma pilotagem correta.
*Por outro lado, braços relaxados funcionam como molas, ajustando a distância do tronco ao guidão.

QUADRIL: Junto ao tanque em posição que permita virar o guidão sem esforço nos ombros.
*A posição dos quadris também é muito importante, pois, se você não estiver na posição correta em relação aos quadris, vai sentir tenção nos ombros e nos braços podendo ter problemas de coluna.
*Para verificar se a posição está correta, ao sentar na moto procure mover o guidão para direita e para esquerda. Se os ombros não estiverem sendo forçados e os braços não estiverem dobrados demais, sua posição estará certa.

JOELHO: Encostado no tanque de combustível pressionando-o levemente.
*Com joelhos pressionando levemente o tanque, será mais fácil movimentar a parte superior do corpo, do contrario será mais fácil perder o controle da motocicleta.

PÉS: Paralelos ao solo com o salto do calçado encaixado nas pedaleiras. Os pés deverão estar o mais próximo possível do pedal de freio traseiro e da alavanca do cambio.

OS DEZ MANDAMENTOS DO MOTOCICLISTA DEFENSIVO


1º - CONHECER AS LEIS DE TRÂNSITO E OBEDECER A SINALIZAÇÃO.


2º - USAR SEMPRE O CAPACETE


3º - CONHECER O VEÍCULO QUE DIRIGE


4º - MANTER O VEÍCULO EM BOAS CONDIÇÕES


5º - PREVER ACIDENTES E SER CAPAZ DE EVITÁ-LOS


6º - SER CAPAZ DE DECIDIR COM RAPIDEZ E CORREÇÃO EM SITUAÇÕES DE PERIGO


7º - NÃO ACEITAR DESAFIOS OU PROVOCAÇÕES


8º - NÃO DIRIGIR CANSADO, SOB O EFEITO DE ALCOÓL OU DROGAS


9º - VER E SER VISTO

10º - NÃO ABUSAR DA AUTOCONFIANÇA

EM QUAL VOCÊ SE ENQUADRA?


Motoqueiro:


Indivíduo bípede que anda sobre uma máquina que também tem dois pontos de contato com o solo. Notem que qualquer ser que consegue equilibrar-se sobre os quartos traseiros pode ser motoqueiro (com o preço que está uma CG 84 a álcool, qualquer um pode). Quando este indivíduo comprou seu veículo de duas rodas, acreditava que qualquer coisa sobre o asfalto com mais de duas rodas é um obstáculo a ser vencido (tem certeza que se tivesse comprado aquela DT 180 85 daria para pular por cima). Atualmente, depois de três multas por andar sem capacete, várias mijadas de guardas por estar de chinelo e sua foto (ou melhor, a da traseira da moto com ele cobrindo a placa com a mão enquanto "fazia bundão" pro pardal) espalhada por todas as repartições do Detran, ele É o dono da rua.! Sua próxima aquisição será aquele ferrinho de pôr na rabeta para poder empinar sem estourar a lanterna traseira...Aí sim vai ser animal passar nos pardais.


Motociclista:


Ser humano sobre uma máquina de duas rodas. Se considera a casta nobre dos condutores de veículos motorizados, pois só anda de capacete, não grita "Volta pra cozinha!!!!" quando uma mulher inadvertidamente lhe fecha no trânsito e nunca joga papel de bala no chão. Não consegue ficar 15 minutos sem pensar na sua possante, e acha que não existe coisa melhor no mundo do que andar de moto. Se sua mulher deixasse, guardava a moto na sala de jantar. Mas como não há substituto para sexo, guarda a moto debaixo de uma lona na garagem mesmo (mas só cobre depois do motor esfriar, nem que tenha que ir até a garagem as 3:00 horas da manhã mais fria do inverno para cobrí-la).


Biker:


Ser totalmente sui generis. Também se considera de uma casta nobre, mas de um filó absolutamente diferente dos demais. Começou aos 10 anos com uma Caloi Super, de quadro de ferro e 10 marchas (era o moleque mais rápido do quarteirão no Polícia e Ladrão sobre bicicletas). Quando cresceu e virou gente, a 1ª moto que comprou foi uma RD350, que passava horas lavando e encerando. Divertiu-se muito com esta RD ("Meu, tu não acredita em quantos minuto fiz do trampo pra casa, e isso ao meio-dia").
Aí ganhou mais dinheiro, teve dois filhos, trocou a Parati rebaixada com vidro fumê por um Santana de 4 portas e comprou uma esportiva. Mais de 130 cavalos, sem contar o condutor, e velocidade final de 270 km/h (mas com o Sarachú que ele vai colocar vai passar dos 285 frouxo). Sua diversão é subir até o topo da serra e descer, uma vez atrás da outra, das 8:00 às 11:30 de todo sábado de sol, fazendo todas as curvas na horizontal. Sempre se veste com uma jaqueta que se liga por zíper à calça, das cores mais psicodélicas possíveis e que geralmente custam um valor de 4 dígitos. Quando chega em casa pro almoço depois do exercício de sábado, a 1ª; coisa que faz é abrir a jaqueta de guerreiro do futuro pós-apocalíptico e amarrar as mangas na cintura e em seguida atacar a geladeira atrás de líquidos, pois quase desidrata de tanto suar dentro do uniforme. Depois de beber dois litros de água, suco, chá, cerveja, etc, beija a mulher (como sempre ela manda ele tomar banho porque está fedendo chulé) e vai vistoriar os novos riscos nas pedaleiras que fez naquelas curvas animais da serra. E pensa consigo mesmo "Até sábado que vem ponho o Sarachu, aí sim vai dar pra aproveitar toda a potência da moto".
Coxinha:


Na verdade, esta definição serve para todas as tribos. É aquele ser que tem um veículo de duas rodas dentro da sala de TV. Acha que o importante é ficar babando em cima da moto, e só anda com ela nos fins de semana de sol e quando emenda um feriadão e não vai viajar com a patroa e os 3 filhos. Seu maior prazer é sair de carro com os amigos e falar de motos. Quando sai para dar umas voltas (depois de entrar no site do Inmet para ver se corria risco de tomar chuva naquele sábado de céu azul), não para em sinaleiro sem ficar acelerando o motor. Geralmente sai no gás para frear em cima do carro em frente a 30 metros. Sua política é que moto é a melhor coisa do mundo, mas em viagem de mais de 30 km é melhor ir de carro por ser mais seguro, ter rádio toca-fita com magazine de 12 CDs no porta-malas, ar condicionado, etc. Além do mais, não sei não, mas parece que vai chover semana que vem, por isso não sei se vai dar pra ir junto com vocês...


Tiro Curto:


Denominação dada a um ser vivente sobre duas rodas que vai a qualquer encontro, em qualquer lugar, pagando ou não, com qualquer tempo, mas raramente chega lá no dia programado. Sempre fica no meio do caminho para arrumar um probleminha na moto que só depende de se conseguir uma peçinha na cidade vizinha. A sua moto é o arquétipo da moto ideal, mecanicamente perfeita, e aqueles barulhinhos irregulares são charme. A bomba de óleo que estourou ontem, o fluido de freio vazando na semana
passada e a torneira de combustível entupida do último encontro (30 dias antes) são coisas da vida que acontecem com qualquer um. Geralmente é o 1º a apoiar a idéia do MC comprar uma carretinha pro carro de apoio ("Lembra daquela vez que o Ciclano teve de dormir naquele motel pulgueiro? Ainda bem que não estava junto!, já que minha moto estava na revisão, mas se a gente tivesse a carreta vocês poderiam ter colocado aquela porcaria da moto dele em cima"). Facilmente reconhecido, pois conhece os nomes de todo mundo na sua concessionária, do mecânico-chefe ao gerente ao cara de CG que faz entregas. Quando consegue chegar de volta de um encontro sobre a moto (e não dentro do carro de apoio) fala pra todo mundo que este foi um dos melhores encontros que aquela cidadezinha já fez. Muito melhor que o do ano passado, pois de tanta chuva (na verdade era uma garoa forte) molhou as velas e teve de dormir num hotel na entrada da cidade que lhe cobrou uma nota preta. "Este ano foi diferente, a organização não deixou ninguém nos explorar com hotéis caros... Aquela mancha de óleo ali? Isso é óleo que jogaram embaixo só para me sacanear. Esta moto não dá oficina".!

CGzeiro:

Começou com uma Turuna 80 (aliás, impecável) do tio dele e agora esta já na sua 3ª Today. Seu sonho de consumo era uma Titan ES, mas agora com a YBR, está em dúvida...se a troca de óleo for mais barata pode até pensar. Entre seus amigos é muito querido, pois além de fazer zerinhos perfeitos ("aquela vez que a moto escapou e
acertou um Palio 16v estacionado do outro lado da rua foi porque a rua ali na frente do colégio tem muita pedrinha solta por causa dos ônibus que passam de monte") faz a melhor antena corta-cerol do bairro. Pensa um dia escrever para a Duas Rodas e perguntar se não querem fazer um teste com seu corta-cerol. Numa dessas pode até começar a faturar uns trocados com os pedidos...


Superbiker:

Ser sobre duas rodas bastante curioso. Sua filosofia de vida é chegar lá. Não importa onde, desde que seja rápido. E antes dos colegas com aquelas velharias de 1998. Seu modo de trajar é bastante semelhante ao do biker, mas diferem por sempre usarem capacetes de fibra de carbono com kevlar trançado, viseira anti-embaçante e a prova de impactos e cinta jugular acolchoada de nylon anti-alérgico que pesa somente 127 g. Têm um jeito peculiar de andar quando estão sobre os próprios pés, pois sempre
inclinam a cabeça para frente para melhorar a penetração aerodinâmica. Não são muito vistos sobre as motos, pois quando você vai olhar eles já passaram. Detestam andar devagar, pois o pressurized air charged direct double induction system só começa a funcionar a partir dos 195 km/h (se bem que a nível do mar já entra nos 185 km/h). Além do mais, andar a menos de 200 km/h é coisa de frouxo. São facilmente reconhecíveis nas boates dos encontros, pois sempre são os primeiros a chegar, e quando se pergunta a um deles se o túnel na BR ainda estava em reformas eles respondem "Reformas? Não vi máquina nenhuma...". Outra característica marcante é seu ódio descomunal a insetos. Isto porque dói pra cacete levar uma besourada no pescoço a 298 km/h. Acredita piamente que até o ano 2010 estarão em produção motos de série que rompem a barreira do som ("Aí sim vai dar para curtir o vento no
rosto...").


Cruiser (Custom):

Seu nome é derivado do tipo de moto de duas rodas que pilotam. Sua filosofia de vida é ir, não importa quanto tempo leva nem se vão chegar lá. Só ouvem rock, e respiram couro e comem cromo. Se não for cromado não presta. Vestem-se dos pés a cabeça com roupas de couro (até no capacete as vezes), incluindo-se cuecas e meias, geralmente na cor preta. Além do couro, adoram usar penduricalhos presos a roupa, como correntinhas, broches, etc. Não gostam muito do verão por que no sol toda esta roupa preta esquenta pra cacete. Consideram-se os bad boys do reino de duas rodas, mas a maioria pede: "por favor, não fala palavrão" e até respeitam mulheres no
trânsito. Também não gostam de insetos, pois como geralmente usam elmos abertos, detestam comê-los quando estão pilotando. Nos encontros, se você perguntar se o túnel na BR ainda está em reformas, respondem com detalhes, pois andam tão devagar que conseguem até ler o nome nos crachás dos trabalhadores.

Trilheiro:

Este ser não faz parte da fauna urbana, pois só se sente a vontade quando está no meio do mato. Seu credo é "no barro é que me realizo". Estes bípedes só são felizes quando estão com barro até a cueca, já que andar no asfalto é coisa de mariquinha. Quanto mais chover melhor, pois assim a trilha estará bem enlameada. É um dos
poucos seres sobre motos que sabe lavar roupa, pois sua mulher se recusa a pôr a mão ou deixar que a empregada lave aquela imundície que é a roupa dele andar de moto. Detestam os coxinhas e flanelinhas (ver abaixo), já que moto limpa não presta e é no mínimo coisa de fresco. Não vão muito a encontros, pois só existem encontros em cidades, nunca na terra ou no mato, e andar no asfalto é coisa de
mariazinha!


Flanelinha:

Também é um categoria de ser, sendo encontrado em todas as tribos e filos. Este ser bípide tem como meta na vida deixar sua moto brilhando. Não existe coisa pior que mancha ou sujeira. Também são uns dos poucos que lavam roupa, pois só usam roupa limpa ao andar de moto para não sujar o banco. Nos encontros que vão (apenas na época de seca e somente em cidades limpas) ganham todos os prêmios de moto mais bem conservada. Caracteristicamente sempre carregam um paninho, pois sempre pode aparecer uma sujeirinha. Conhecem de cor nomes e fabricantes de todas as marcas e tipos de ceras e polidores, além de conseguirem citar de traz para frente a seqüência de lavagem de sua moto. Uns chegam ao ponto de plastificar a moto inteira ("Sabe como é, radiação ultra-violeta pode danificar a pintura. Nunca dá pra descuidar"). Nos encontros, para achá-los é só ir onde estão as meninas em trajes mínimos lavando motos. Geralmente tem um flanelinha ajudando ou ensinado elas a lavar.
Estradeiro:

É uma espécie de nômade, que ainda não conseguiu criar raízes em lugar algum. Na dúvida, ele pega a estrada, não importa pra onde, desde que seja longe. Também não se importa em quanto tempo vai levar ou se tem alguma coisa lá, o importante é ir. Uma de suas características é transformar a moto num motorhome, com malas, alforjes, bagageiros, mochilas e pochetes por tudo, sempre com um 2º capacete em cima da pilha mais alta. Ó único ser sobre duas rodas que acha que talvez não seja totalmente verídica a estória que todo caminhoneiro tem a mãe na zona. Afinal, naquela viagem do mês passado ao Aconcágua que fez saindo pela Transamazônica, foi um caminhoneiro que lhe deu carona de volta a Manaus quando o pneu traseiro rasgou. Também não gosta de insetos, porque deixam aquela mancha verde na viseira. Sempre que se encontrar um estradeiro e ele disser já volto, desconfie, pois pode resolver que faz tempo que não vai às Missões e só voltar dali a um mês. Se pudesse, trocaria o irmão mais novo para ir de moto à Daytona. Saindo da Terra do Fogo, é claro.

Motoclube:

Uma reunião formal, legalizada e com estatuto de seres sobre duas rodas. Normalmente, é composto por apenas uma espécie de ser, e todos são identificados por uma jaqueta ou colete de preferência bem surrados com uma figura nas costas e escrito embaixo "Pelo asfalto, minha vida" ou qualquer outro dizer imperioso assim. Quanto mais coisas e penduricalhos conseguir colar, costurar ou amarrar no colete ou jaqueta, melhor. Seus integrantes, nos encontros, só se misturam com integrantes de outros MC de seres da mesma espécie, e sua principal diversão é falar mal dos encontros pagos e das outras espécies. Alguns até tem sede própria, onde fazem as reuniões para decidir que encontro pagos vão boicotar ou qual membro vai ser punido por não usar o broche do grupo no último encontro que foram. A maior ocupação de seus integrantes é confeccionar adesivos para poderem trocar com os outros MC e aí colar no painel da sede. Os Motoclubes mais abonados mandam pintar o carro de apoio, a carretinha e a sede inteira com as cores do grupo, e com um baita brasão na parede (no carro de apoio colocam aqueles adesivos magnéticos com o emblema do MC nas portas). Para se relacionar bem com estes seres, é necessário certo conhecimento de zoologia para se poder saber qual o bicho é o animal que adotaram como símbolo (além dos seus hábitos, se é carnívoro, onde se encontra, seus ritos de acasalamento, etc.).


ORAÇÃO DO MOTOCICLISTA

Senhor, cada vez que subo numa moto sinto a liberdade e ao mesmo tempo tenho medo de encontrar-Te num destes caminhos perplexos do mundo.
Como sou frágil diante da natureza, e ao mesmo tempo me sinto forte e dono de mim, quando estou numa moto.
Mas, Senhor, não quero perder minha vida num destes momentos. Quero que o guidão de minha moto esteja sempre firme em minhas mãos, Senhor, que o capacete que me protege a cabeça, seja a segurança de que preciso, e que Tu, Senhor, seja a minha proteção permanente.
Perdoa-me Senhor, se por vezes abuso da liberdade que me deste e corro alucinado, ou me perco em emoções na velocidade, em busca de respostas... Que cada dia eu possa sentir a Tua presença na brisa que recebo no rosto, na velocidade e na superação de meus próprios limites, na responsabilidade da vida que me deste. Quero sentir Tua presença protetora e amiga, pois sei que estás comigo como meu caroneiro.
Protege, Senhor, nossas vidas e acolhe junto de Vós os companheiros que já partiram, que eles possam viver as alegrias de estarem Convosco, que nós tenhamos a esperança de um dia também encontrar-Vos. Protege, Senhor, por intermédio de Nossa Senhora, nossas motos, nossas vidas, nossos caminhos, para que na certeza de Tua presença, possamos dar-Te glória e louvor, para sempre, amém.

Autor desconhecido

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Sobre duas rodas – Born to be wild

Capacete, jaqueta e botas pretas de couro, bandana de caveira, tatuagens e o vento sobre o rosto ao som do ronco do motor… Para muitos, andar de moto é um simples meio de desviar do trânsito, porém, para outros muitos, é um modo de vida atraente pelo companheirismo, pela independência e, principalmente, pela liberdade.

Os motociclistas constituem um grupo de pessoas que tem em comum desde o modo de se vestirem até o tipo de atividade que gostam de realizar. É exatamente por isso que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, diversos clubes de motociclistas foram criados. Alguns tinham a finalidade de reunir pessoas em busca da adrenalina de correr pelas estradas. Já outros grupos, principalmente os desenvolvidos nos anos 60, tinham o caráter de resistência ao sistema, chegando a fazer parte do movimento de contra-cultura da época. Estes últimos inspiraram uma série de filmes, dos quais Easy Rider é considerado o mais importante.

Hoje em dia, os motoclubes são entidades hierarquizadas, nas quais todos os membros tem obrigações definidas. Apesar de terem regras rígidas, a bandeira que se sobressai é a da liberdade. A irmandade também é muito valorizada e considerada essencial. Em geral, a comunidade organiza longas viagens em grupo , nas quais os momentos mais importantes são os trajetos de ida e volta. Além disso, nos motoclubes há discussões sobre os símbolos do motoclubismo e sobre a função destes na sociedade.

Muitos motociclistas, porém, não participam dessas organizações porque consideram que nelas o espaço para a liberdade é inexistente. Eles questionam como num lugar pautado por regras e compromissos, a liberdade pode ser o tema central. O que tais motociclistas desejam é independência: querem em um dia ser o alto executivo de terno e gravata no escritório e poderem – como bem lhes convir -, no outro dia, subir em suas motos para percorrer as estradas do país.

Para os motociclistas, a independência também está em escapar do trânsito das grandes cidades. A possibilidade de, por meio dos corredores de carros, fugir do congestionamento e chegar ao destino mais rapidamente, confere a sensação de independência e, algumas vezes, de “superioridade perante os demais”, como diz o motociclista Sérgio Monteiro.

A águia é um dos símbolos mais presentes no universo dos motociclistas. Eles se identificam com a ave primeiramente em razão do vôo quase sempre solitário desta, que se relaciona com andar na maioria das vezes só sobre as motos. Além disso, estes indivíduos sobre duas rodas lembram que, durante uma tempestade, a águia nunca se esconde, continua voando do mesmo modo, assim como eles permanecem na estrada apesar da chuva.

Outro símbolo central para os motociclistas é o da caveira que representa a vida eterna – o que nunca perecerá. É provável que a importância conferida a esse símbolo seja devida aos riscos contínuos que qualquer motociclista sofre, pois um mínimo erro pode ser fatal. A caveira, então, simboliza o quão fundamental é a reflexão sobre a efemeridade da vida para o motociclista

Sérgio Monteiro tem hoje 51 anos, e anda de moto desde os 12. Ele diz que numa estrada o motociclista é inteiramente dependente de sua moto, pois se ela falha, não se sabe o que pode acontecer. Segundo ele, é por causa disso que todo motociclista cuida muito de sua moto e que acaba desenvolvendo afetividade por ela. Mais que isso, Sérgio afirma que sobre duas rodas, a sensação é de que se pode tudo, a sensação é de liberdade. A importância da moto para Sérgio é visível na tatuagem de um homem andando de moto em seu braço: “Eu fiz essa tatuagem porque a moto faz parte do que eu sou.”

Fonte: Texto por Fernanda Ortega - www.twitter.com/FernandaOrtega

Um comentário:

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